18 novembro, 2010

Micarla agradece liberação de recursos e deixa mais projetos na mesa do ministro do Planejamento

Numa articulação do padrinho no Planalto e homem forte do governo Dilma, Antônio Palocci, a prefeita Micarla de Sousa teve audiência ontem, em Brasília com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Para começar a conversa, agradecimentos pela liberação - em tempo recorde como nunca na história dessa gestão em relação ao governo federal - dos 180 milhões de reais para obras do PAC, em Natal.
E depois dos elogios e obrigadas, a prefeita, aproveitando a boa maré, engatou uma primeira e pediu mais: mais milhões para obras de infra-estrutura na cidade para a realização da Copa de 2014.
Micarla deixou na mesa de Paulo Bernardo, dois projetos considerados fundamentais para melhorar o trânsito de Natal: um que prevê a reestruturação da Avenida Amintas Barros, com a construção de um pontilhão elevado no valor de R$ 19,5 milhões, beneficiando diretamente 850 mil habitantes. E outro que reestrutura a Avenida Antônio Basílio, que inclui a construção de um viaduto e um pontilhão elevado, num investimento total de R$ 32,5 milhões para beneficiar diretamente 1,1 milhão de pessoas.
Na área de drenagem, a prefeita entregou ao ministro projeto de microdrenagens e interligações do túnel com lagoas do Preá e Potiguares (R$ 73 milhões), e R$ 85 milhões para drenagem e pavimentação dos loteamentos San Vale e Parque das Colinas.
“Ministro, juntas, estas obras resolverão definitivamente os problemas de drenagem e saneamento da nossa cidade. Os projetos estão adequados, a necessidade é comprovada e acredito que poderemos contar com o apoio do Governo Federal para executar estas obras”, destacou a prefeita, que ainda solicitou recursos para o Prodetur.
A prefeita foi ao gabinete do ministro com os secretários Kalazans Bezerra, chefe do Gabinete Civil, e Antônio Luna, do Planejamento.Micarla com o ministro Paulo Bernardo

fonte TG.

Prejudicados do Enem terão direito a nova prova

Fortaleza, 17 (AE) - Os estudantes que se sentirem prejudicados pelas falhas na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão fazer uma nova prova. É o que garante a liminar concedida, nesta quarta-feira (17), pela juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará.
wilson días/abr

Fernando Haddad esperava que apenas cerca de dois mil estudantes fossem refazer as provas
De acordo com a decisão judicial, os candidatos prejudicados pela inversão da ordem do cabeçalho do cartão-resposta e aqueles que fizeram o exame com o caderno de provas de cor amarela, no qual havia erro de impressão e montagem, podem fazer um novo teste. Para isso, precisam apenas preencher um requerimento administrativo no site do próprio Enem

“Este juízo da 7ª Vara entende que cada estudante prejudicado por essas falhas, seja a inversão da ordem do cabeçalho do cartão-resposta, seja o erro de impressão no caderno de prova da cor amarela, merece ter assegurado o direito subjetivo de se submeter a uma segunda prova, se assim o requerer junto à organização do evento”, afirma a Karla Miranda Maia, na sentença.

A liminar atendeu a uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF). A juíza determinou também que o prazo para o requerimento fosse estendido até as 23h59 do dia 26 deste mês, conforme horário de Brasília. O prazo se encerraria às 23h59 de sexta-feira (19). A prorrogação, segundo a decisão da juíza, é para garantir a eficácia da liminar.

a juíza considerou que o protocolo de simples requerimento, no sitio do Inep, no sentido de que as questões de números um a 45 sejam corrigidas como sendo da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e as de números 46 a 90 como sendo de área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, não atende a algumas situações peculiares.

“Conforme relatos de candidatos que encaminharam centenas de e-mails recebidos pela Diretoria desta Vara Federal, eles foram orientados pelos fiscais de sala a marcar os cartões-respostas seguindo a ordem cronológica das questões, e, em seguida, quando já havia sido iniciada a marcação do cartão-resposta, foram orientados tardiamente a proceder de outra maneira, ou seja, seguindo o título da área de conhecimento”, menciona a juíza. Segundo ela, esse fato gerou uma distorção que não se soluciona mediante simples correção invertida do cartão-resposta, segundo propôs o Inep.

Com relação às provas amarelas com defeitos de impressão, Karla Miranda Maia informou que o Inep havia divulgado que analisaria, caso a caso, se o aluno participará ou não do novo exame, fundamentando-se exclusivamente em registros dos aplicados nas atas de sala. “Ora, não restam quaisquer dúvidas de que os alunos que receberam tais provas foram prejudicados, tanto é que o próprio Inep assim reconhece. Não há razão que justifique submeter esses alunos a uma prévia triagem, na qual se pretende avaliar a incidência ou não de falha que autorize ao candidato fazer nova prova. Ainda mais quando esse juízo de valor está calcado em atas de salas redigidas por fiscais, cuja falta de preparo restou evidenciada”, comenta Karla Miranda Maia.

O Ministério da Educação (MEC) previa refazer a prova para cerca de 2 mil prejudicados por erros no caderno de questões amarelo. Além disso, abriu a possibilidade de correção invertida do gabarito àqueles que se confundiram com a inversão dos cabeçalhos.

“O MEC não pode criar duas categorias de prejudicados. Quem se sentiu prejudicado pode pedir para fazer uma nova prova”, disse o procurador federal Oscar Costa Filho, autor de ações que pediram a suspensão e a anulação do Enem por causa de falhas.

O MPF solicitou também que fosse vedado do uso do resultado do Enem 2010 em lista unificada, da qual constem notas de exames anteriores. Mas a juíza deu um prazo de dez dias para que o MPF apresente maiores detalhes e esclarecimentos para este pedido.

Advogado diz confiar em absolvição de Lauro Maia


O advogado de Lauro Maria, Francisco Leitão, afirmou pouco depois do final do segundo dia de depoimentos na Justiça Federal, que está confiante na absolvição do seu cliente. Isso porque neste segundo dia, assim como no primeiro, nenhum depoimento foi diferente daquilo que já era esperado. Ou seja, ninguém incriminou o filho da ex-governadora do Estado.

“Estamos muito tranquilos quanto a isso. Hoje (ontem), foi concluído o depoimento de praticamente todas as testemunhas arroladas pelo MPF (com exceção de funcionários da Controladoria Geral da União) e ninguém acusou Lauro Maia. Ele nem chegou a ser citado. Vamos deixar o processo correr, estamos confiantes”, afirmou ele.

Procurada para comentar o segundo dia de depoimentos, os membros do MPF, a procuradora da república Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais, e o procurador-geral e autor da denúncia, Ronaldo Sérgio Chaves, não quiseram dar suas impressões sobre o processo. A mesma postura foi tomada pelo juiz Mário Azevedo Jambo.

Hígia trocou apoios por empregos

Depoimentos das testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal, no processo resultado da Operação Higia, revelaram a troca de empregos no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) pelo apoio e trabalho na campanha de reeleição da então governadora Wilma de Faria em 2006. Entre os réus do processo, estão o filho da ex-governadora Wilma de Faria, Lauro Maia, e a mulher do ex-secretário de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), Carlos Castim, Maria Eleonora Castim.

17 novembro, 2010

15 novembro, 2010

10 novembro, 2010

Prefeitura beneficia mais 13 famílias da comunidade do DETRAN com novas casas


Alegria, gratidão e satisfação. Estes foram os sentimentos relatados pelas 13 famílias que receberam na tarde desta terça-feira (9), na comunidade do Detran, em Cidade da Esperança, suas novas casas entregues pela prefeita do Natal, Micarla de Sousa


A entrega faz parte do projeto de urbanização da comunidade do Detran. No local já foram beneficiadas outras 58 famílias. “Até o final deste ano entregaremos as demais residências, quando completaremos 117 famílias beneficiadas. Ao final teremos investido aqui na comunidade do Detran cerca de R$ 2,5 milhões, com recursos oriundos do Governo Federal e da Prefeitura do Natal. É o primeiro projeto de verticalização que criamos na cidade. Estou aqui com a sensação de dever cumprido”, destacou a prefeita Micarla de Sousa.

“As famílias que receberam suas casas estão passando por uma grande transformação em suas vidas, não só quanto a questão da residência em si, mas também com relação a dignidade como ser humano e cidadão”, disse a secretária municipal de Habitação Social, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe), Elizabeth Thé, que desenvolve o projeto junto com a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi).
As residências estão sendo construídas no mesmo local onde antes essas pessoas viviam em condições precárias de moradia. Suas residências eram feitas de restos de madeira, papelão, plásticos, em meio a muita lama, ratos, insetos e banheiros improvisados, pois não havia saneamento básico, nem drenagem nas ruas.
A primeira a receber as chaves de sua residência das mãos da prefeita Micarla de Sousa foi Marilene Custódio de Andrade. “Foi uma benção de Deus receber esta minha casa nova. Antes eu morava em uma residência feita de restos de tábuas”, disse a dona de casa, emocionada, que irá para seu novo lar, junto com um filho de 22 anos e uma filha de sete.
Outra família que está feliz com sua nova realidade é do aposentado Cesarino Monteiro do Nascimento, 70 anos e sua esposa Nair Azevedo Santana do Nascimento, de 52 anos. “Morávamos antes, só eu e minha esposa, pois não temos filhos, em uma casa fraquinha de tijolos. Agora Deus nos deu uma casa nova, por meio da Prefeitura do Natal”, comemorou.
Fotos: Frankie Marcone Fonte:M.Forte

Moradores aprovam a gestão e dão abraço simbólico na UPA.


Moradores e líderes comunitários da zona Norte de Natal se reuniram na tarde de ontem para dar um abraço simbólico na Unidade de Pronto Atendimento de Pajuçara. O ato público foi um protesto contra Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual, que pede anulação do contrato da Prefeitura de Natal com o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS), responsável pela gestão da UPA de Pajuçara.

A ACP exige ainda que a prefeitura convoque os aprovados no último concurso público e assuma a administração da Unidade.

A população é contra o procedimento do MP, pois acredita que servidores públicos do município não teriam condições de atender, de maneira satisfatória, os pacientes que procuram a Unidade. “Acreditamos que a administração da UPA deve continuar como está. Em outros estados do país deu certo, só aqui em Natal que está errado? Nós não somos contra os funcionários públicos, mas o Walfredo Gurgel e o Santa Catarina estão aí para provar que esse sistema não funciona. O MP tem que avaliar o que é melhor para o povo”, disse o presidente do conselho comunitário do do Jardim das Flores” Samuel Lins.

De acordo com o coordenador geral da UPA, Cristian Tassi, a Unidade atende cerca de 325 pacientes por dia. No mês de outubro foram 9.223 pacientes atendidos. São 135 funcionários (recepcionistas, auxiliar de serviço geral, técnico de enfermagem, entre outros) contratados pelo regime da CLT e 85 profissionais terceirizados (60 médicos, técnicos de radiologia, entre outros).

A UPA Pajuçara recebe uma verba mensal de R$997 mil para administrar todas as despesas da Unidade.

08 novembro, 2010

Rosalba anunciará equipe de transição na sexta-feira

A governadora eleita Rosalba Ciarlini anunciará sua a equipe de transição na sexta-feira (12). Rosalba solicitou uma audiência com governador Iberê Ferreira (PSB) que acontecerá às 15h, na própria governadoria, na sexta-feira (12). Após a audiência a governadora eleita anuncia os nomes que farão parte da sua equipe de transição.Rosalba Ciarlini foi eleita governadora do Rio Grande do Norte já no primeiro turno, desbancando o atual governador Iberê Ferreira e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT).

04 novembro, 2010

Governadora eleita avisa sobre ‘medidas severas’

A governadora eleita Rosalba Ciarlini afirmou que adotará medidas severas logo nos primeiros dias de administração para tentar organizar as finanças do Estado. Durante entrevista a Rádio Cabugi do Seridó, ela não detalhou que ações a serem adotadas, mas observou que sem as finanças equilibradas não será possível fazer investimento na saúde e no social.

“Eu vou ter que começar fazendo ações para organizar a casa e com certeza nós teremos que tomar medidas muito severas para podermos colocar as finanças em ordem e assim poder fazer muito na saúde, no social, na educação, na segurança e na geração de oportunidades”, comentou.

Rosalba Ciarlini destacou que levará para o primeiro escalão auxiliares técnicos, que tenham sensibilidade política. o conhecimento político. “A avaliação será da seguinte forma: quero ter ao meu lado pessoas que tenham disponibilidade, conhecimento da área que vão trabalhar e competência. Isso não significa dizer que ele não tenha nenhuma ligação política”, disse a governadora eleita.

Ela negou que já esteja com a equipe de transição formada, mas confirmou que serão pessoas “extremamente técnica” focadas na área administrativa e econômica. A governadora eleita foi enfática ao afirmar que não há nenhum nome confirmado para o secretariado. No entanto, definiu como “competentes” o empresário Bira Rocha e o engenheiro Demétrio Torres.

“Nenhum nome foi convidado ainda para o meu secretariado, embora que eu admita que Demétrio Torres e Bira Rocha são pessoas de bem, competentes e homens realmente que tem serviços prestados ao nosso Estado, mais nada definido, são apenas especulações”, frisou.

02 novembro, 2010

Califórnia vai às urnas para decidir sobre a legalização total da maconha

Proposta 19 liberaria cultivo, comércio e consumo da substância no estado.Pesquisas mostram que ela deve ser derrotada nas urnas.


Os eleitores do estado americano da Califórnia estão decidindo nesta terça-feira (2) em um referendo se querem legalizar totalmente o cultivo, comércio e consumo da maconha no estado. Mas pesquisas mostram que a proposta deve ser derrubada.
Em um estado onde o cultivo e a venda de cannabis com fins medicinais é legal desde 1996, a Proposta 19 permitirá aos californianos maiores de 21 anos possuir até uma onça (28,35 gramas) de maconha e cultivar uma superfície máxima de 2,34 metros quadrados da planta.
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O cultivo em grande escala e a comercialização da maconha - e a carga tributária - também seriam aprovadas, mas a aplicação ficaria a cargo das cidades e condados.
Este último dispositivo transformaria a Califórnia na "jurisdição política de vanguarda em termos de legislação da maconha", à frente da Holanda, afirmou à AFP Ethan Nadelmann, diretor da Drug Policy Alliance, uma associação que milita pela descriminalização das drogas.
Adesivo pró-maconha é visto colado a poste na cidade californiana de San Francisco. (Foto: AP)
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A "Prop 19", como é conhecida, tem o apoio de políticos, sindicatos e associações de defesa dos direitos civis, além de empresários, incluindo o bilionário George Soros, que na terça-feira da semana passada doou US$ 1 milhão à campanha a favor da legalização.
Em uma carta aberta, o filantropo repetiu os principais argumentos dos defensores da lei, ao destacar que "regulamentar e aplicar impostos sobre a maconha pode economizar as contribuições de milhões de dólares destinados às forças de segurança e às caras incinerações da droga, e por sua vez representar milhões de dólares a cada ano ao erário público".
"A lei não vai trazer imediatamente bilhões de dólares em recuros e não acabará de vez com os cartéis mexicanos da droga, mas seria um grande passo nesta direção", disse Nadelmann.
Mas, apesar do apoio, uma pesquisa recente apontou a vitória do "não" (49% contra 44%), após meses de liderança do "sim" nas sondagens.
Os opositores ao projeto de lei são numerosos, tanto a nível local como internacional.
Na Califórnia, os principais candidatos aos cargos de governador, senador ou secretário de Justiça são contrários à legalização do consumo e cultivo de maconha.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, já advertiu que pretende considerar todas as opções jurídicas e políticas para contra-atacar os efeitos no caso de aprovação do texto.
Muitas vozes também se manifestaram contra o projeto além das fronteiras da Califórnia.
Na terça-feira, autoridades de dez países da América Latina manifestaram em uma reunião na Colômbia preocupação com a lei, ao apontar que os Estados Unidos não podem ao mesmo tempo "promover a criminalização de tais atividades em outros países e permitir a legalização da produção de drogas, aberta ou veladamente, em seu território".
De acordo com estatísticas federais, quase 7% dos 37 milhões de californianos fumam maconha pelo menos uma vez por mês.
Temas variadosAlém da questão da maconha na Califórnia, os americanos decidirão, em referendos locais paralelos às eleições legislativas, sobre temas tão variados quanto a proibição de criadouros de cães, passando pela quase supressão de impostos ou a abolição da reforma da saúde.
As legislativas de meio de mandato, que se anunciam muito difíceis para os democratas do presidente Barack Obama, estarão acompanhadas de 160 referendos organizados em 50 estados do país, sem contar com as centenas de consultas previstas em condados e comunidades. Quarenta referendos estaduais surgiram de "iniciativas cidadãs".
Embora impressionem, estes números de fato representam uma queda em comparação à grande consulta nacional precedente, realizada em 2008, na qual medidas polêmicas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia (oeste) tiveram por objetivo atrair os eleitores às urnas e, de quebra, que elegessem o presidente.
Nestes tempos de dificuldades econômicas, "organizar um referendo de iniciativa popular é muito caro", explicou a cientista política Jeannie Drage Bowser, da conferência nacional de parlamentos estaduais.
Mas certos grupos de interesse não hesitaram em financiar suas iniciativas: a indústria petroleira destinou US$ 3,6 milhões para uma proposta com vistas a suspender a lei que limita as emissões de gases de efeito estufa na Califórnia. Ela não entraria em vigor até que a taxa de desemprego do estado não cair para 5,5% e permanecer neste nível por pelo menos um ano. Atualmente, a taxa de desemprego californiana supera 12% da população economicamente ativa.
No estado de Washington (noroeste), redes de distribuição destinaram US$ 3,1 milhões para impulsionar uma iniciativa que autorizaria a venda de álcool fora das lojas de bebidas alcoólicas de administração pública.
E a federação de produtores de bebidas bateu todos os recordes no mesmo estado, ao dedicar pouco menos de US$ 17 milhões a uma iniciativa que eliminaria os impostos sobre as garrafas de água e refrigerante, bem como sobre as confeitarias.
Mas nem todas as iniciativas estão vinculadas às corporações. No Missouri (centro), os defensores dos animais querem regulamentar os criadouros de cães e criminalizar "a crueldade nas fábricas de filhotes".
No Arizona (sudoeste) e na Dakota do Sul (centro-norte), os eleitores são chamados a autorizar o uso de canabis com fins médicos. Neste último estado, também deverão se pronunciar sobre uma abolição da lei antifumo.
Há propostas em nove estados para reduzir impostos, especialmente no Colorado (centro), onde o orçamento estadual diminuiria, segundo um estudo, para US$ 38 milhões se as iniciativas forem adotadas, representando uma economia de impostos de US$ 1.360 ao ano por família.
"As pessoas que propuseram estas medidas não explicaram como o estado deveria financiar seus gastos, se chegarem a ser adotadas", observou Bowser.
Uma única questão social foi proposta aos eleitores este ano: uma definição do termo "pessoa humana" no Colorado, o que poderia impedir o aborto, se o embrião for considerado titular de direitos jurídicos desde a concepção.
Além disso, neste estado, assim como no Arizona e em Oklahoma (centro-sul), os eleitores se pronunciarão sobre o bloqueio à reforma do sistema de saúde, a grande vitória legislativa de Barack Obama.

Marina Silva acredita que projeto socioambiental foi reconhecido


A senadora acreana Marina Silva (PV) comentou, através do artigo "Velado e revelado" - publicado na edição de ontem (1º) do jornal O Estado de São Paulo -, a situação política do Brasil, após o pleito que elegeu Dilma Rousseff (PT), no último domingo (31).
A Senadora acredita que terceira via consolidou-se
Segundo Marina, o projeto de desenvolvimento socioambiental apresentado nestas eleições como uma terceira via política foi reconhecido e contou com o apoio de quase 20 milhões de eleitores. O texto continua com a análise de que a aparição da terceira via serviu para motivar o brasileiro a praticar uma nova política, sem polarizações.Para a senadora, o pleito de 2010 foi um momento de grande valor para pensar o país.Ao longo de mais de 30 anos construiu-se no Brasil um campo de conhecimento e de ação que, nestas eleições, furou a última carcaça que ainda o mantinha longe do nível mais decisório da vida do país: a política. Com um rico acúmulo de produção teórica, experiências práticas, conquistas legislativas, institucionais e culturais, as propostas socioambientais para um modelo de desenvolvimento que dialogue com o século 21 começam a ser reconhecidas como um projeto nacional, abrindo uma brecha para a formação de nova força política. Esse é o horizonte. Para consolidá-lo temos longa batalha pela frente, mas o passo essencial está dado. O projeto socioambiental não quer frear a economia nem empatar o crescimento. Quer tão somente fazer o encontro entre economia, ecologia, justiça social e desenvolvimento durável. É preciso amalgamar, juntar as pontas, dar escala e visibilidade ao que já está disperso na realidade, comparar com o modelo ainda dominante, transformar em alternativa real de escolha política. O caminho está aberto, e muita gente, quase 20 milhões de pessoas, se interessou por ele. Pela primeira vez um projeto identificado com uma visão de transição de grande impacto consegue saltar do quase total desconhecimento para um adensamento eleitoral tão relevante. É uma base excepcional para pensar a construção de uma terceira via, para não só quebrar a polarização conservadora hoje representada pelo confronto PT X PSDB, como para motivar novos contingentes de brasileiros a assumir uma prática política ativa e nova, mais integradora, não destrutiva e menos obcecada por hegemonia. A experiência de uma campanha desse porte extravasou minha capacidade de apreendê-la em toda sua riqueza, nesse momento. Vi-me entre um Brasil revelado – e que quer se revelar - e um Brasil velado, que quer se esconder na velha política das coisas meio vistas, meio ditas, meio comprometidas, meio esfumaçadas, inteiramente ultrapassadas. No cotejo entre ambos, fica patente o enorme equívoco do Brasil velado. Não percebe a intensa predisposição dos brasileiros a ouvir opiniões sinceras, que valorizam mesmo quando não concordam com elas. Preferem que a disputa se faça pela exposição do pensamento, das propostas e das práticas, não por meio de técnicas de mútua desconstrução, da qual ninguém sai maior. Nem atacante nem atacado, nem a ética nem a política. Uma revelação honesta vale mais que a resposta ensaiada. Senti isso de maneira enfática na juventude. Em Varginha, Minas Gerais, uma escola inteira pressionou os professores para ir até o auditório da cidade ouvir minha fala. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um grupo de jovens fez por sua própria conta cartazes improvisados de cartolina para aguardar nossa passagem. Essas manifestações movidas a pura vontade me deixam certa de que há uma terceira via política, vigorosa e inovadora, pedindo passagem. Para quem, como eu, disse que queria ser mantenedora de utopias, não poderia haver maior realização.Ao mesmo tempo, constatei a força dos costumes que empurra muita gente a cobrar dos candidatos o ataque na jugular do oponente, o fazer dos defeitos alheios o seu trampolim. Ao me recusar a isso, parecia a muitos, num primeiro momento, que não estava sendo suficientemente contundente. Parte da imprensa vai muito por essa linha. O que surpreendeu a esses é que a nossa opção teve grande acolhimento. Há, de fato, espaço para tratar de problemas no seu mérito e na qualidade das soluções propostas. Essas eleições merecem leituras criteriosas e profundas, não meras justificativas partidárias. É preciso reconhecer a exaustão do sistema político e a crise no campo social-democrata que acabou servindo, tanto do lado do PT quanto do PSDB, de biombo para a sobrevida política de velhas oligarquias. A campanha do Partido Verde causou perplexidade porque saiu do roteiro previsível e se legitimou de tal forma que exigiu respostas e sinalizações das demais campanhas. Que isso não seja considerado mero acidente de percurso, que não se pense que é modismo, porque não é. Agora, o desafio do PV, do campo socioambiental e de todos aqueles que sentiram esperança numa mudança política, é colocá-la de pé. O desafio dos vencedores ou dos que ficarão na oposição é dialogar com a realidade e a complexidade do mundo e do Brasil de hoje, saindo do casulo de suas estratégias de poder reducionistas. Tenho certeza de que todos os eleitores esperam por isso, independentemente de suas paixões partidárias. Como disse na Carta Aberta enviada a Dilma Roussef e José Serra, “não há mais como fechar os olhos ou dar respostas tímidas e insuficientes às crises que convergem para a necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas mudanças climáticas”. E repito aqui: o principal desafio não é a natureza, é a urgência de encararmos os limites dos nossos modelos de vida e de darmos um salto civilizatório, de valores. A sociedade, afirmei na Carta Aberta, está entendendo cada vez mais o papel dessa mudança para o país, a humanidade e o Planeta. Os votos que me foram dados podem não refletir conceitualmente essa consciência, mas refletem o sentimento de superação de um modelo. E revelam também a intuição de que o grande nó está na política, porque é nela que se decide a vida coletiva, se consolidam valores ou a falta deles. Essas eleições nos mostraram uma oportunidade única de inflexão. Será extremamente injusto com o Brasil não aproveitá-la.