Adriano Abreu

O juiz federal Mário Jambo ouviu três testemunhas de defesa durante o dia de ontem
Foram ouvidos ontem o ex-deputado Cláudio Porpino; o ex-coordenador administrativo da Sesap, Carlos Eugênio Pereira; e um amigo de João Henrique, Marcelo Leal de Medeiros. Hoje o processo entra em seu quarto dia de depoimentos, com a oitiva das testemunhas de defesa dos réus Luciano de Sousa e Maria Eleonora Castim. O processo reúne um total de 15 pessoas denunciadas, dentre as quais o filho da ex-governadora Wilma de Faria, o empresário Lauro Maia. Os depoimentos das testemunhas prosseguem pelo menos até a próxima semana e os réus só devem ser ouvidos posteriormente.
Segundo a depor na manhã de ontem, o ex-deputado Cláudio Porpino afirmou que a amizade entre João Henrique e Lauro Maia era “uma relação como a que todos tínhamos no partido (PSB).” A testemunha deu detalhes da convivência dentro da legenda, que na época anterior à operação sofreu um racha devido à tentativa do deputado Rogério Marinho em se lançar candidato à Prefeitura do Natal, contra o desejo dos aliados de Wilma de Faria em apoiar a candidatura de Fátima Bezerra, do PT.
O ex-deputado disse não saber se Lauro Maia, mesmo fora do governo, tinha alguma participação nas “tratativas” para contratação de empresas pela Secretaria de Saúde do Estado. Questionado pelo juiz Mário Jambo se é comum pessoas de fora da administração participarem dessas negociações, Cláudio Porpino foi enfático: “Não sei”.
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