| O choro de Raoni e outros índios foi visto como emblemático na reunião dos cientistas |
Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) citou como agravante uma redução de chuvas no Brasil, que deve afetar as hidrelétricas nos próximos 50 anos. “Não é possível fazer tudo o que se havia pensado, principalmente no Brasil”, disse o professor. O pesquisador acredita que faltou um acordo do governo com a sociedade sobre a construção de Belo Monte. Ele comparou os preços de custo e a produção de Belo Monte e Angra 3: a hidrelétrica tem o custo de 20 bilhões de reais, com uma capacidade de 11 gigawatts. Cada kilowatt sai a um custo de mil dólares. Já Angra 3 custou 700 milhões e para completá-la serão necessários investimentos de 6 bilhões de dólares. A planta teria 1,3 gigawatts de capacidade, com cada kilowatt custando 5 mil dólares. “No entanto, a comparação não é justa, pois o número de horas de atuação de Angra 3 é maior que o de Belo Monte por conta da falta de água. Logo Angra 3 ficaria 2,5 vezes mais cara que Belo Monte”, disse. Para Pinguelli, a energia eólica está crescendo no Brasil, mas ainda não é suficiente. Um dos problemas apresentados pelo pesquisador está no fato de a energia vinda dos ventos ser ainda muito cara. “No último leilão de energia eólica, ela atingiu o preço de uma termoelétrica”, disse.
Vários pesquisadores ligados a SBPC têm proposto uma solução mista, pequenas hidrelétricas conjugadas com estações de energia eólica e solar, como alternativa econômica e ecológica. A hidrelétrica com a geração termoelétrica, que é cara e poluente. Luiz Pinguelli Rosa defende que o ideal seja ao invés de complementar com termoelétrica, se faça com eólica e energia proveniente de biomassa, como o bagaço da cana-de-açúcar.
Um público de cerca de 2.000 pessoas assistiu nestas noites, nesta semana a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu até sexta-feira, 15, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. Num discurso contundente, a presidente da SBPC, Helena Nader, chamou a atenção para fatos “que estão por acontecer, ou que já estão acontecendo, e que poderão causar sérios transtornos ao nosso sistema de produção científica e tecnológica e implicar prejuízos ao País e sua população também a partir de erros no meio ambiente”. Entre eles, ela citou três, a ausência da comunidade científica nas discussões do novo Código Florestal, a lei que permite a contratação de professores sem pós-graduação para o ensino superior e o corte de verbas do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Fontes: Agência Brasil
Fontes: Agência Brasil
www.vermelho.com.br
Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG
www.ambientebrasil.com.br
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