O homenageado declarou-se "muito feliz" com o gesto de conciliação da presidenta que, na carta, o reconhecera como um político que "contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica" no Brasil. "Muito mais que um gesto político, foi um gesto para dizer: olha somos todos brasileiros, em alguns pontos temos de nos entender", analisou no discurso de agradecimento aos presentes.
Em meio à plateia eclética que lotou o auditório Petrônio Portela do Senado Federal, estavam sete governadores, dois ministros do Supremo Tribunal Federal - Ellen Gracie e Gilmar Mendes, e dois ministros do governo Dilma - Nelson Jobim (Defesa) e Garibaldi Alves (Previdência Social), além do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e dirigentes de vários partidos da base governista e da oposição.
Ausente da solenidade que teve a atriz Fernanda Montenegro como mestre de cerimônia, depois de fraturar a clavícula e cinco costelas em uma queda de cavalo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prestou sua homenagem enviando um vídeo. Bem humorado apesar do braço engessado, Aécio disse que as três semanas de homenagens pelos 80 anos do ex-presidente só têm paralelo com o carnaval da Bahia.
"Esta festa não é partidária; é de amizade e de confraternização", disse o ex-presidente tucano, ao relatar que, diante de tantos elogios, quando no Brasil só se costuma fala bem depois da morte, chegou a perguntar a Deus se ele já havia morrido. O único tucano que fugiu deste tom ao final de sua fala de homenagem foi o ex-governador José Serra. Em um discurso emocionado, Serra debitou o Plano Real à "obstinação e persistência" do ex-presidente
Nenhum comentário:
Postar um comentário
SEU COMENTÁRIO É MUITO IMPORTANTE!