01 julho, 2011

Fernando Henrique Cardoso...Homenagem a Dilma?

 




Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz discurso conciliador

Brasília - Foi em clima suprapartidário, com direito a reconhecimento público do PT, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encerrou ontem, em Brasília, a série de homenagens programadas pelo PSDB para celebrar a passagem de seus 80 anos completados no último dia 18. Depois de o presidente da Câmara, o petista Marco Maia (RS), tê-lo saudado como "um homem de bem, comprometido com o Brasil e com os valores do nosso povo", foi FHC quem elogiou a presidenta Dilma Rousseff, pela carta enviada na passagem de seu aniversário. Mas sugeriu a Dilma que dialogue mais com o Congresso.
 
O homenageado declarou-se "muito feliz" com o gesto de conciliação da presidenta que, na carta, o reconhecera como um político que "contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica" no Brasil. "Muito mais que um gesto político, foi um gesto para dizer: olha somos todos brasileiros, em alguns pontos temos de nos entender", analisou no discurso de agradecimento aos presentes.

Em meio à plateia eclética que lotou o auditório Petrônio Portela do Senado Federal, estavam sete governadores, dois ministros do Supremo Tribunal Federal - Ellen Gracie e Gilmar Mendes, e dois ministros do governo Dilma - Nelson Jobim (Defesa) e Garibaldi Alves (Previdência Social), além do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e dirigentes de vários partidos da base governista e da oposição.

Ausente da solenidade que teve a atriz Fernanda Montenegro como mestre de cerimônia, depois de fraturar a clavícula e cinco costelas em uma queda de cavalo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prestou sua homenagem enviando um vídeo. Bem humorado apesar do braço engessado, Aécio disse que as três semanas de homenagens pelos 80 anos do ex-presidente só têm paralelo com o carnaval da Bahia.

"Esta festa não é partidária; é de amizade e de confraternização", disse o ex-presidente tucano, ao relatar que, diante de tantos elogios, quando no Brasil só se costuma fala bem depois da morte, chegou a perguntar a Deus se ele já havia morrido. O único tucano que fugiu deste tom ao final de sua fala de homenagem foi o ex-governador José Serra. Em um discurso emocionado, Serra debitou o Plano Real à "obstinação e persistência" do ex-presidente

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