18 junho, 2012

Índios no caminho da Copa


É frenético o ritmo dos gigantescos caminhões e das centenas de operários empenhados em transformar o Estádio do Maracanã, na zona norte carioca, em arena high tech. Trabalham dia e noite nas obras para a Copa do Mundo de 2014 e, ao custo até o momento de 800 milhões de reais, preparam o tradicional complexo desportivo para ingressar no futuro.
Bem ao lado da megaempreitada há um espaço praticamente ignorado, onde o tempo parece correr no sentido inverso. Separados do estádio apenas por um muro, algumas famílias indígenas ocupam o velho prédio e o terreno onde há 102 anos foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Funai. Vivem ali em ocas de pau a pique, se alimentam de raízes e pescado, realizam cultos ancestrais e ensinam o tupi-guarani. “Queremos que esse espaço volte a abrigar o Museu do Índio”, explica o cacique Carlos Tucano, de 52 anos, um dos pioneiros da ocupação iniciada em 2006.

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