10 dezembro, 2012

BAIXA NAS CHUVAS PROVOCA ALTA NOS PREÇOS DA ENERGIA JÁ DEFASADA


Seca complica programa de corte de tarifas: este seria o momento das energias solar e eólica 

Claudia Facchini, do Valor Econômico, argumenta que a falta de chuvas neste ano está jogando contra o Governo, que preparou um pacote de medidas para reduzir em 20% os custos da energia elétrica no país a partir de 2013, porém, como o custo da energia (calculado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), registrou um salto de 35% nesta semana na região sudeste e centro-oeste e de 39% na região nordeste, devido à queda nos reservatórios das hidrelétrica, a proposta governamental ficou complicada.Aliás, os Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) estão nos patamares mais altos desde janeiro de 2008, quando atingiram níveis recordes, em torno de R$ 570 por MWh. Nesta semana, o PLD foi reajustado de R$ 180,5 para R$ 235 MWh na região sudeste e centro-oeste e no nordeste, o preço subiu de R$ 180,5 para R$ 256. A queda nas vazões dos rios, que estão entre 40% e 50% abaixo da média histórica no país, obrigou o ONS a ligar as térmicas a gás natural para garantir o abastecimento de energia. Como os gastos com essas usinas são bem mais altos que o das hidrelétricas, o custo marginal de operação do sistema elétrico aumentou. Se a seca e/ou escassez de chuva persistir, o ONS precisará ligar térmicas que queimam carvão, óleo diesel e óleo combustível, que são ainda mais caras. Se essa situação se confirmar, os custos da energia podem atingir os níveis históricos de 2008, em torno de R$ 500 por MWh, acreditam executivos de comercializadoras. Os meteorologistas preveem chuvas apenas moderadas nos próximos dias, o clima tende a ficar predominantemente seco (o fenômeno El Niño, que deveria causar mais chuvas, foi mais breve do que previam os institutos de meteorologia).

Esta seria a hora de o Brasil já contar com a Energia Solar ou outras alternativas, como a Eólica

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