5.1 Afirmam que os fundamentos da vida, tais como a água,
devem permanecer sob o domínio do poder e controle público e que a cultura, o
acesso ao alimento básico, a saúde pública e social, a educação e imprensa
livres não são commodities a serem sujeitos a acordos de mercado internacional.
5.2 Apoiam a criação da Organização Mundial do Meio Ambiente
(WEO - World Environmental Organization) unindo UNEP (United Nations
Environment Program), UNDP (Unites Nations Development Program) e a GEF (Global
Environment Facility) em uma única instituição com financiamentos e sanções
para promover o desenvolvimento sustentável global. As decisões desta nova
instituição devem ter a precedência sobre aquelas da OMC.
5.3 Apoiam a extinção do Banco Mundial e do FMI a menos que
sejam reformulados de modo que seus membros e tomadas de decisão sejam
democráticas e suas operações obedeçam aos princípios da sustentabilidade e
todas as convenções internacionais de trabalho, direitos humanos e proteção
ambiental.
5.4 Apoiam a extinção da OMC a menos que seja reformulada
para fazer a sustentabilidade seu objetivo central, apoiado por processos
transparentes e democráticos e com a participação de representantes das
comunidades envolvidas. Além do mais deve haver a separação dos poderes para
remover disputas de mecanismos de ajustes que são de competência exclusiva da
OMC. Requeremos uma pré avaliação de impactos de sustentabilidade antes de
novas etapas de negociação.
5.5 Trabalharão para impedir a execução de novos acordos de
comércio e de investimento regionais ou hemisféricos sob as regras da OMC -
como o proposto acordo de Comércio Livre das Américas - mas apoiarão o processo
de integração de países que assegurem o bem-estar social das pessoas e o
desenvolvimento sustentável.
5.6 Criarão um mundo ambiental onde as instituições e as
organizações financeiras e econômicas promovam e protejam os projetos
ambientalmente sustentáveis que apoiarão comunidades em todos os níveis (local,
regional, nacional e internacional).
5.7 Exigem que os acordos internacionais em questões
ambientais, em condições de trabalho ou saúde sejam preferenciais a todas as
regras internacionais de comércio.
5.8 Trabalharão para implementar a Tobi-Henderson Tax e outros
instrumentos para conter transações especulativas de moedas internacionais e
para incentivar o investimento na economia real e criar fundos para promover a
equidade no desenvolvimento global.
5.9 Trabalharão para que corporações obedeçam leis
ambientais, trabalhistas e sociais de seu próprio país e do país onde estiver
operando, as que forem mais severas.
5.10 Trabalharão para assegurar de que todas as organizações
globais, especialmente aquelas com significativa capacidade de definir regras
internacionais de comércio, se comprometam a aderir aos princípios de
desenvolvimento sustentável e sigam um programa de treinamento para mudança
cultural a fim de realizar este objetivo.
5.11 Querem que os lucros corporativos sejam transparentes e
tratados do mesmo modo que é tratado o bem-estar social, com a eliminação dos
subsídios às atividades social e ambientalmente destrutivas.
5.12 Apoiam o desenvolvimento do empreendimento comunitário
para promover uma economia baseada na comunidade como uma maneira de combater a
exclusão social causada pela globalização econômica.

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